Como funciona?
A pílula contém uma membrana que permite que os gases a permeiem e os protege do líquido ácido do estômago. Diante das preocupações com a possível ingestão de uma bateria, os cientistas explicam que a pílula usa íons de prata, mais seguros de ingerir do que os de lítio.
Testes
Em testes, os pesquisadores verificaram os efeitos de dietas com alto e baixo teor de fibras em porcos. O resultado foi surpreendente. "O hidrogênio é um sinal de fermentação e nós esperamos vê-lo mais em dietas de alto consumo de fibras. No entanto, o porco que comeu poucas fibras produziu mais hidrogênio na parte inferior do intestino", explica Kourosh Kalantar-Zadeh, professor que coordena o projeto. A descoberta pode ajudar quem sofre de síndrome do intestino irritável, por exemplo. "Pensou-se que as pessoas com este tipo de condição devessem comer alimentos de baixa fibra para produzir menos lá, mas isso mostra o oposto", explica.
Aplicações
De acordo com Kalantar-Zadeh, a tecnologia poderia dar mais informações sobre questões relacionadas a esses gases, como câncer de cólon, doenças inflamatórias intestinais e a síndrome do intestino irritável. "Nem todas as dietas são boas para todas as pessoas. Talvez proteína é bom para você, mas comer pão é melhor para outro. É um futuro incrível. Saberemos que alimento é bom para quem."